domingo, 25 de maio de 2014

IMPERMANÊNCIAS...






nada dura para sempre

tudo é impermanente...

a Vida...

e também, a Morte.

lúcia*

Imagem: "Ascend of the Blessed - The Tunnel of Light" (Hieronumus Bosch)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SOBRE SALTAR... EM FUGA






Na chamada pré-história, saltávamos de árvore em árvore...

Agora, nos chamados tempos modernos, saltamos de pensamento em pensamento, 

de desejo em desejo, 

de busca desenfreada de satisfação em busca desenfreada de satisfação, 

de mentira em mentira...

Esquecendo que o Pleno se encontra nesse espaço fecundo, infinito e verdadeiro do silêncio interior...

lúcia*


quinta-feira, 8 de maio de 2014

DEPENDÊNCIA EMOCIONAL... E LIBERTAÇÃO






A libertação emocional é um processo complicado. Libertar-se de uma dependência emocional, seja ela de uma pessoa, de uma situação de uma posição alcançada, de um objecto ou de um determinado comportamento, é tarefa árdua e dolorosa, que remete para um Re-nascimento...

A busca emocional é a busca do reconhecimento da existência pessoal através do outro e, tudo ou todo aquele que "provar" que "VOCÊ" está vivo, através da atenção que consegue receber (seja positiva ou negativa), tende a tornar-se indispensável à sua sobrevivência. Esta necessidade criada pode tornar-se tão forte que se torna no âmago da vida, às vezes de uma maneira tão distorcida que tudo o resto é colocado em segundo plano... até, e principalmente, o Eu Real. 

Aquele que diz: "Sem ti, não existo" está realmente a falar verdade pois, no fundo ainda não conseguiu a sua individuação, a sua identidade, o seu reconhecimento próprio. 

Duas coisas não podem ocupar o mesmo lugar no espaço (pelo menos nesta escola-matéria em que estamos encarnados). Portanto, devemos des-construir algo para que outra coisa possa ser colocada no seu lugar.

Se quisermos alcançar a liberdade e ultrapassar a limitação, devemos destruir, dentro de nós, a pseudo-segurança trazida pelo medo, pela acomodação, pela cegueira, pelo apego, pela rotina e pelo tédio.

Ganhar as asas da vida nem sempre é fácil, mas é possível... e vale tanto a pena!

lúcia*

terça-feira, 29 de abril de 2014

SEM VESTÍGIO DE DOR






aprisionada no campo magnético do medo, sentia as dores crónicas no corpo e na alma...

tolhida, procurava toda a sorte de mezinhas medicinais, que achava poderem coadjuvar os químicos farmacêuticos que coleccionava num armário da cozinha, todos prescritos por especialistas médicos escolhidos a dedo ou recomendados por amigas que sofriam do mesmo mal...

há muito que se resignara à sua cruz, da qual fazia porta estandarte quando, às quintas-feiras, se reunia com as companheiras de tormentos mil, num desfiar de rosários dolorosos...

mal se escutavam, pois o falar pessoal era monólogo conjunto, em meios dos bolinhos, scones e do tilintar metálico das colheres com açúcar mascavado rodando ritmadamente nas chávenas de porcelana fina.

um dia, por aparente acaso, aproximou-se de si uma menina de olhar profundo, ao mesmo tempo doce e brilhante, caracóis alvos e suaves a descerem pelas costas...

tocou-lhe no braço ao de leve, mas o toque fê-la estremecer, roubando-a ao seu crónico torpor...

olharam-se nos olhos, enquanto os monólogos das amigas pareciam perder o som e o tempo ficar em suspenso...

e filmes de outrora surgiram naquele olhar inocente que a fixava... ela de novo, com os seus próprios caracóis despreocupados ao sol do Verão da infância... em casa da avó materna...

levantou-se, deixando-se levar, confiante e sem medo...

e afastaram-se de mãos dadas... caminhando... sem vestígio de qualquer dor!

lúcia*


sábado, 26 de abril de 2014

APENAS O PRESENTE É INFINITO




é o tempo, esse paradoxal eterno-agora, que se encarrega de dar novos lugares às coisas...

novos sentidos...

novos quereres...

novas cores...

novas emoções...

novos nós-mesmos!

lúcia*


Imagem: andrey remnev


terça-feira, 22 de abril de 2014

SOBRE A VIVÊNCIA DA CRISE




se o quisermos, e a isso estivermos predispostos, toda a crise encerra um potencial evolutivo e a oportunidade de alinhar a personalidade com a alma...

para isso é necessário permanecer em observação e atenção plena...

dar-se conta da reacção emocional costumeira e dos "velhos" hábitos e comportamentos automáticos e já obsoletos em termos de validade...

respirar a tentação de fazer igual...

silenciar a voz auto-crítica...

dando espaço à compreensão e à possibilidade de novas formas de estar e fazer, mais alicerçadas na voz interior e menos na zona de conforto castradora.

lúcia*

imagem: "Look at the bright side of life"

sexta-feira, 18 de abril de 2014

UM DIA VENTOSO NA COSTA




não imagine!

espere...

flua...

confie...

e deixe as coisas tomarem o seu próprio curso.

lúcia*